Confira a notícia na íntegra: Serra diz que é de esquerda e critica Banco Central
Palavras do próprio candidato:
“Do ponto de análise convencional, sim (sou de esquerda). Defendo um projeto de desenvolvimento nacional. (...)[Se for eleito presidente] vou estar comprometido até o fundo da alma com os trabalhadores e os desamparados, é ser aliado de empresas que gerem empregos”
O texto ainda cita a militância em um movimento católico de esquerda e o apoio ao presidente Jango (derrubado pelo golpe militar de 64), quando Serra era presidente da UNE, nos idos dos anos 60.
O que o texto, nem Serra, citam é a forte participação do candidato no governo FHC, num contexto sem ameaça ou presença de fortes tendências extremistas de direita, como eram os anos 60 e a ditadura. Acredito que esse é o cenário - de 40 ou 50 anos atrás - que configura "análise convencional" na cabeça do candidato.
Numa "análise não-convencional", considerando um período que vai de 15 a 8 anos atrás, o candidato foi participante ativo durante todos os oito anos de governo FHC, em seu modelo de estado neo-liberal. E o que havia de esquerda no governo FHC?
Enfim. Esquerda ou direita, vocês que são brancos que se entendam!

Um comentário:
Amigo, ocorre que ninguém nesse mundo político é fiel a seus princípios ideológicos prévios. Todos vão ao ficam do lado de quem agrada mais quem vota.
Lula mesmo era socialista e avesso ao modelo de FHC, hoje não sei se o que se faz no "País de todos" seria diferente do cenário tucano. Saudações, parabéns pelo blog!
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