Um homem subia uma montanha e carregava nas costas uma senhora de idade a ele muito querida, doente e sentindo dores terriveis. Ele soube que aquele que sobe ao cume da montanha encontra a cura para todos seus males e, sentindo-se na responsabilidade de salvar a senhora a quem ninguem deu possibilidade de cura, tomou-a e pos-se a subir.
Tinham lhe dito tambem que a montanha era muito alta, que nao se sabia quanto tempo levaria uma subida ate o cume, especialmente um homem so, com a carga de uma pessoa, alem de remedios e suprimentos. Mesmo assim ele pos-se a subir.
A cada passo morro a cima, a senhora parecia pesar mais. A cada parada pra descansar, continuar parecia mais dificil, entao ele parou de descansar. E quanto mais tempo passava, mais a senhora parecia sofrer e com isso mais gemia de dor, e mais angustiante isso era para o homem. E a senhora pesava mais e mais, e a subida ficava mais e mais dificil e a angustia de nao chegar e nao ver o fim era cada vez maior.
O homem foi se tornando fraco, cansado, desmotivado, frustrado, enquanto a subida continuava se tornando cada vez mais dificil, mais trabalhosa, desgastante. E a senhora chegou a pedir que a pusesse no chao e que o homem voltasse. Que ela ja estava velha e doente, que nao queria mais do que passar seus ultimos momentos tranquila, e que nao poderia ter lugar melhor pra ser a sua morada final. Disse tambem que sabia que a intencao do homem era a melhor e que estava muito grata, mas bastava. Ele continuava dizendo que nao podia. Que deveria chegar ao cume onde encontraria a cura e la ficaria tudo bem.
E a subida continuava cada vez mais ardua, e o homem cada vez mais angustiado. Ao mesmo tempo, escondia sua angustia com otimismo, dizendo em voz alta que o cume ja estava proximo, que ele ja ate o via, enquanto por dentro achava que talvez nem houvesse cume, que aquela montanha so pioraria ate o infinito.
Ate que em um momento, ele percebeu que a senhora parara de gemer e parou pra ver o que tinha acontecido. Colocou a senhora no chao e constatou que ela estava morta. Neste momento, uma lagrima escorreu de cada um dos seus olhos, ele sorriu aliviado, e percebeu que tinha chegado ao cume da montanha.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
terça-feira, 11 de setembro de 2007
52 week 01

semana 01
breve prologo
Parada na Holanda. Tres horas de atraso no voo. Com isso ganhei cartao telefonico e 10 euros pra gastar em comida. Deu pra comprar um... ahem... Dutch Hot-Dog - que nao eh mais do que um pao cortado ao meio com uma salsicha e dois saquinhos de mostarda - tomar alguma coisa e ainda pegar uma barra de chocolate que eu esqueci dentro da blusa e so fui lembrar horas depois, quando ja estava quase no Japao. Obviamente, tudo melado.
dia 1
Ayumi (que ja foi ao Brasil) e outros japoneses que estudam portugues foram ao aeroporto encontrar comigo e com o outro brasileiro. Nos guiaram ate os professores e os professores nos guiaram ate o dormitorio.
Louco pra tomar um banho e dormir depois de quase dois dias viajando, ainda ouvi instrucoes basicas... mais checkup do quarto... e ai sim! Descanso! A dona do lugar (esposa de um professor de Kanda) falou que mais tarde haveria jantar e que chamaria. Se chamou, nao sei. Nao acordei.
Com isso perdi uma festinha - depois me contaram -, mas tudo bem.
dia 2
Faculdade. Recebemos o cartao de estudante e umas instrucoes. Sala cheia com todos os intercambistas. Quer dizer. Sei la se todos. Tinha muita gente. Pessoal dos outros dormitorios tambem. Depois, demos uma volta na faculdade com a Ayumi e outros japoneses que falam portugues. Descobri o RU daqui. Muito bom. Bem barato. Virei todo dia. Devo ter apagado bem cedo e dormido ate a manha seguinte.
dia 3
Sinceramente, nao lembro. Provavelmente, dormi o dia quase inteiro. Devo ter feito compras nesse dia tambem. Coisas basicas, tipo pao, copo. Todo dia lembro uma coisa basica que ainda nao comprei. Ainda nao me preocupei com feijao. E se me preocupar tambem, nao faz diferenca. Nao tem mesmo.
dia 4
Acho que nesse dia teve outra festa. Sinceramente, nao lembro tambem. Se foi, a festinha foi legal. Bom... em termos japoneses. Festa de comida. Jantar mesmo. E todo mundo se reapresentou. E o dono da casa eh um cara bem engracado. Tem um jeito muito brasileiro pra quem eh japones, se voce ignorar o fato de que ele toma sake como se fosse absinto (quase agua pura).
dia 5
Arroz. Nao sei se comprei no dia anterior, mas desse dia em diante passei a cozinhar arroz, por que o RU nao abria ou abria so ate bem cedo. Arroz entao, para fins de semana e jantar. E arroz eh bem caro aqui, pra um lugar onde se come tanto arroz. Meiei com o outro brasileiro um saco de 10kg que tava em promocao. Todo mundo ficou espantado como saiu barato. Eu ainda acho que foi um roubo.
Tambem dei umas voltas nas redondezas. Lugarzinho legal. Pessoas enterradas em todo lugar. Tem ate um cemiterio bem perto e um templo tambem. De manha, sempre ouco o sino de la tocar de onde eu durmo. Acho que sao pessoas com suas oracoes ou coisa assim.
dia 6
So mais um dia. Meu sono aqui ja esta regularizado. Procurando um supermercado que me indicaram, acabei achando apenas enormes casas de jogos. Japoneses sao viciados em maquininha. Vou ficar com o mercado que eu ja conheco mesmo. Tem sempre coisa muito barata la. O nome do lugar eh Don Quijote. Toca uma musiquinha hipnotizante que te obriga a comprar. Na verdade, ja comecei a evitar entrar la por causa disso. Por sorte, mesmo nao achando outro supermercado, acabei achando uma loja que vende colecionaveis - cartas, garagekits, essas coisas. Eh um lugar meio estranho. A porta fica fechada E la dentro eh meio apertado. Acabei nao entrando, mas pretendo voltar depois. Pelo menos pra ver qual eh.
dia 7
Problemas com regras. Comecamos a achar que nao entendemos muito bem as coisas. Mas a gente se vira.
Fomos a universidade e depois fomos a um escritorio central regional fazer o registro de estrangeiro. Estara pronto em tres semanas e agora eu posso comprar um celular. Caso eu tivesse dinheiro e necessidade, eu quero dizer. Com esse registro, andamos um pouco de trem. A estacao me lembrou Densha Otoko. Eu quase podia ver o Sambomaster tocando do outro lado...
Mais tarde, saimos pra procurar um banco pro outro brasileiro trocar o resto do dinheiro dele. Nem ele sabe porque nao trocou no aeroporto. Mas ta ok.
Bancos aqui funcionam de 9h as 15h. A gente saiu pra procurar depois das 18h. Achamos o banco fechado. Obvio.
Valeu o passeio pelo Tekuno Gaaden (algo como Jardim Tecno[logico]), onde ficam os predios de grandes companhias - na verdade, onde ficam os predios, ja que eh o unico lugar com predios - tipo IBM, Canon, tem um Carrefour na area tambem. La tem tambem duas torres com o nome de Makuhari Business Center, que parece ser um grande complexo pra empresas, convencoes etc. Marmore puro. Alguem gastou dinheiro com a decoracao. O piano de marfim deve ter sido dado de brinde.
PS: Sem pressa de conseguir uma camera pra poder postar fotos...
STARDATE:-316694.98
sábado, 25 de agosto de 2007
COUNTDOWN
Não! Não a atual série semanal da DC... Apenas estou a poucos dias da viagem.
Não tenho escrito muito. As coisas apertaram no LTI. Só agora no final. Isso indica que provavelmente não vou escrever muito do Japão... espero estar errado.
Que merda de post-diarinho... ¬¬'
#Checklist:
-Passaporte com visto: OK
-Passagem: OK (parece)
-Contatos japoneses: OK
-Apagar arquivos do celular: quase OK
-Malas: OK, estou deixando
-Bagagem: Mais ou menos carregado e mais ou menos a caminho
-Fichas que já caíram: ZERO
-Medo de terremoto e acidente aéreo: ZERO (quase isso)
-Receios diversos: Bastante variados
-Backup dos meus arquivos: no início...
.
.
.
É. Ainda há muito o que fazer...
Que irresponsável.
Que merda de post-diarinho... ¬¬' (2)
STARDATE:-316649.29
Não tenho escrito muito. As coisas apertaram no LTI. Só agora no final. Isso indica que provavelmente não vou escrever muito do Japão... espero estar errado.
Que merda de post-diarinho... ¬¬'
#Checklist:
-Passaporte com visto: OK
-Passagem: OK (parece)
-Contatos japoneses: OK
-Apagar arquivos do celular: quase OK
-Malas: OK, estou deixando
-Bagagem: Mais ou menos carregado e mais ou menos a caminho
-Fichas que já caíram: ZERO
-Medo de terremoto e acidente aéreo: ZERO (quase isso)
-Receios diversos: Bastante variados
-Backup dos meus arquivos: no início...
.
.
.
É. Ainda há muito o que fazer...
Que irresponsável.
Que merda de post-diarinho... ¬¬' (2)
STARDATE:-316649.29
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Gmailmania
É impressão minha ou agora meu e-mail do iG também é baseado no Gmail? A Google conquista o mundo bem rápido.
Agora já era: já tinha feito um mais sério e personalizado Gmail-based.
Com o iG, são três Gmails meus, o que é preocupante pra mim, já que a Google anda sendo muito acusada de falhas quanto a privacidade dos usuários.
De um jeito ou de outro, o mundo já é deles...
STARDATE:-316607.2
Agora já era: já tinha feito um mais sério e personalizado Gmail-based.
Com o iG, são três Gmails meus, o que é preocupante pra mim, já que a Google anda sendo muito acusada de falhas quanto a privacidade dos usuários.
De um jeito ou de outro, o mundo já é deles...
STARDATE:-316607.2
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Formatura
Você talvez não saiba, mas eu fui orador da minha turma na formatura ao final do ensino médio.
Uma honra? Não, esse não é o ponto. O ponto também não é tirar onda. E eu também não estava lá por ser uma espécie de Diana Court. Estava lá por que achava que minha turma devia ser representada por alguém que estava nela desde o começo. E ninguém em tal situação se manifestou. Pra evitar que o discurso caisse em mãos erradas, fui lá eu, e falei o que achava que eles queriam ouvir - não sem antes pintar o cabelo (e as sobrancelhas) de um verde bizarro, chamativo e brilhante que, por trás das minhas palavras hipócritas e sinceramente disfarçadas, gritava um alto e sonoro "fuck!" acompanhado de gargalhadas sinistras.
O que narro a seguir é não o que fiz naquele dia, mas o que deveria ter feito.
Manhã. Vou apanhar meu traje. Antes de sair de casa, checo a tinta verde. No caminho de volta, confirmo o horário com a maqueadora. Checo meu discurso, mesmo sabendo que não o usarei, fazendo isso na frente de outras pessoas, para que elas possam perceber minha 'preocupação'.
Tarde. Tomo banho. Visto o terno. Roxo. Por baixo uma camisa verde e uma gravata borboleta, de lei. Protejo meu traje enquanto aplico a tinta verde ao cabelo. Verde limão, chamativo e grotesco. Como algo que não é saudável, algo contaminado. Quão amarelos meus dentes estão? Não importa. Estarão amarelos o suficiente quando entrar o toque final. A maqueadora torna meu rosto pálido o mais que pode, disfarça minha aparência de forma que meus olhos cresçam. E me dá um belo sorriso de lábios escarlates, quase de orelha a orelha. Eu disse que os dentes estariam amarelos o suficiente.
Noite. Teatro central da cidade, onde o circo é armado. Adolescentes de terninho ou longo, dependendo da prefêrencia. E também não são todos. Alguns ainda parecem normais. O cara de cabelo verde chama atenção - não chamaria? O terno roxo nem era necessário - mas um personagem é um personagem: sejamos fiéis ao original!
No local do 'espetáculo', me assento numa das primeiras fileiras, à esquerda, junto com o resto dos formandos e espero a hora. Quando anunciam meu nome pra fazer a 'oração', envio uma mensagem pré-digitada de meu celular. Eu tenho dois minutos no palco. Eis o discurso que segue, logo depois que rasgo o original bem na frente do 'público':
"Não preciso disso", me referindo ao discurso recém-rasgado. "É o seguinte, algumas pessoas me perguntaram do porquê do visual homenageando o Coringa, e na hora, não pude responder. O motivo é que eu queria fazer uma piada. Vocês todos têm feito uma grande piada no mundo, não tem? Suas vidas e as vidas dos outros, e tudo que fazem são piadas com elas. Pois bem, hoje é o dia em que eu faço uma das grandes!"
Nesse momento, as pessoas houvem o que se parece com dez fuzis sendo armados nos camarotes sobre e em volta deles - e são dez fuzis. Dez homens vestidos de palhaços os apontam pro pessoal lá em baixo. Alguns se desesperam, mas são acalmados pelos outros. Ninguém entende nada. Meus colegas são os mais perdidos, e os mais medrosos. Eu apenas digo "Atirem" e o som alto de tiros faz com que todos se abaixem e gritem desesperados.
Os dez palhaços tiram as máscaras, largam os fuzis e saem por onde quer que tenham entrado. Eu olho pro público que demora a entender o que aconteceu, menos do que demora pra ter coragem de se levantar de baixo dos bancos do teatro.
Quando os dez ex-palhaços, já vestidos normalmente, pessoas que eu conhecia de diversos lugares e até mesmo do colégio, entram pelas portas do fundo do teatro, todos olham curiosos pros dez jovens que sorriem. Eles olham pra mim. Os convidados da formatura, de trás de cada cadeira, olham pra mim assustados e sem entender. É ai que eu grito:
"YOU GOT PUNK'D!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"
Eles ainda demoram meia-hora até alguém tomar coragem e ir checar os camarotes e encontrar as máscaras, os fuzis de brinquedo e os dez aparelhos de som portáteis...
STARDATE:-666.††
Uma honra? Não, esse não é o ponto. O ponto também não é tirar onda. E eu também não estava lá por ser uma espécie de Diana Court. Estava lá por que achava que minha turma devia ser representada por alguém que estava nela desde o começo. E ninguém em tal situação se manifestou. Pra evitar que o discurso caisse em mãos erradas, fui lá eu, e falei o que achava que eles queriam ouvir - não sem antes pintar o cabelo (e as sobrancelhas) de um verde bizarro, chamativo e brilhante que, por trás das minhas palavras hipócritas e sinceramente disfarçadas, gritava um alto e sonoro "fuck!" acompanhado de gargalhadas sinistras.
O que narro a seguir é não o que fiz naquele dia, mas o que deveria ter feito.
Dia de formatura
Manhã. Vou apanhar meu traje. Antes de sair de casa, checo a tinta verde. No caminho de volta, confirmo o horário com a maqueadora. Checo meu discurso, mesmo sabendo que não o usarei, fazendo isso na frente de outras pessoas, para que elas possam perceber minha 'preocupação'.
Tarde. Tomo banho. Visto o terno. Roxo. Por baixo uma camisa verde e uma gravata borboleta, de lei. Protejo meu traje enquanto aplico a tinta verde ao cabelo. Verde limão, chamativo e grotesco. Como algo que não é saudável, algo contaminado. Quão amarelos meus dentes estão? Não importa. Estarão amarelos o suficiente quando entrar o toque final. A maqueadora torna meu rosto pálido o mais que pode, disfarça minha aparência de forma que meus olhos cresçam. E me dá um belo sorriso de lábios escarlates, quase de orelha a orelha. Eu disse que os dentes estariam amarelos o suficiente.
Noite. Teatro central da cidade, onde o circo é armado. Adolescentes de terninho ou longo, dependendo da prefêrencia. E também não são todos. Alguns ainda parecem normais. O cara de cabelo verde chama atenção - não chamaria? O terno roxo nem era necessário - mas um personagem é um personagem: sejamos fiéis ao original!
No local do 'espetáculo', me assento numa das primeiras fileiras, à esquerda, junto com o resto dos formandos e espero a hora. Quando anunciam meu nome pra fazer a 'oração', envio uma mensagem pré-digitada de meu celular. Eu tenho dois minutos no palco. Eis o discurso que segue, logo depois que rasgo o original bem na frente do 'público':
"Não preciso disso", me referindo ao discurso recém-rasgado. "É o seguinte, algumas pessoas me perguntaram do porquê do visual homenageando o Coringa, e na hora, não pude responder. O motivo é que eu queria fazer uma piada. Vocês todos têm feito uma grande piada no mundo, não tem? Suas vidas e as vidas dos outros, e tudo que fazem são piadas com elas. Pois bem, hoje é o dia em que eu faço uma das grandes!"
Nesse momento, as pessoas houvem o que se parece com dez fuzis sendo armados nos camarotes sobre e em volta deles - e são dez fuzis. Dez homens vestidos de palhaços os apontam pro pessoal lá em baixo. Alguns se desesperam, mas são acalmados pelos outros. Ninguém entende nada. Meus colegas são os mais perdidos, e os mais medrosos. Eu apenas digo "Atirem" e o som alto de tiros faz com que todos se abaixem e gritem desesperados.
Os dez palhaços tiram as máscaras, largam os fuzis e saem por onde quer que tenham entrado. Eu olho pro público que demora a entender o que aconteceu, menos do que demora pra ter coragem de se levantar de baixo dos bancos do teatro.
Quando os dez ex-palhaços, já vestidos normalmente, pessoas que eu conhecia de diversos lugares e até mesmo do colégio, entram pelas portas do fundo do teatro, todos olham curiosos pros dez jovens que sorriem. Eles olham pra mim. Os convidados da formatura, de trás de cada cadeira, olham pra mim assustados e sem entender. É ai que eu grito:
"YOU GOT PUNK'D!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"
Eles ainda demoram meia-hora até alguém tomar coragem e ir checar os camarotes e encontrar as máscaras, os fuzis de brinquedo e os dez aparelhos de som portáteis...
STARDATE:-666.††
+ "este blog não gosta de..."
Animado por um pernambucano, decidi incluir mais um estado na lista e também explicar um pouco da minha aversão a tais unidades da federação.
Acre
Este estado simplesmente não existe. Tudo sobre ele foi criado por uma conspiração. Quer motivo melhor pra não gostar? Além disso, os supostos acreanos tem o péssimo hábito repetir, sempre que possível, que o Acre foi o único estado que lutou pra ser do Brasil! Se o Acre existisse eles poderiam até se orgulhar de ter sido bem-sucedidos em fazer exatamente o contrário do que o Rio Grande do Sul tentou e São Paulo tenta até hoje: se livrar do resto do país!
Bom pro Uruguai, que caiu fora antes que a coisa começasse pra valer...
Bahia
Raul Seixas que me desculpe, mas... Não tem como gostar. Vai lá ver eles até tem uns intelectuais que já foram alguma coisa, tradições afro-americanas e casarões. Mas só. Não é toa que o Raulzito caiu fora assim que pode. Não quero citar tudo que tem de ruim lá - todo mundo conhece, todo mundo sabe -, até cidade com nome de filho de corrupto tem!
E hoje em dia, na "menos pior" das hipóteses, nasce uma Pitty...
Paraná
Nenhuma outra população no país se acha tanto quanto os paranaenses. Por mais chato ou desleal que um paranaense possa ser... bem... eles não conhecem limites! Converse durante cinco minutos sobre qualquer assunto com um deles e o assunto sempre cai sobre a maravilhosa cidade de Curitiba (e realmente, é uma cidade para se orgulhar - mas eles exageram) ou o alegado fato de que o Paraná agora é "o carro-forte do país, economicamente! São Paulo já era!". Se você for esperto, desvie logo o assunto pro Beto Carrero, e quando seu interlocutor começar a se empolgar com o "maior parque multitemático da américa latina!", apenas diga: "nunca fui", vire as costas e saia andando.
Pará
Ah! O Pará!! Lar de Robgol!! Lar de Joelma, Chibinha e sua idolatrada "banda" Calypso!!! Pois é, preciso dizer mais? A única coisa realmente interessante no enorme estado sem lei são os búfalos da Ilha de Marajó...
Pernambuco
Já pedi desculpas a Raul Seixas, agora peço a Chico Science e ao manguebeat. Este estado talvez nem merecesse estar aqui. Só entrou na minha listinha por dois motivos:
1-O mesmo tipo de orgulho besta que os acreanos tem por ter lutado pra fazer parte do Brasil, os paraíbas de Pernambuco (também conhecidos como pernambucanos), têm por ter lutado contra o domínio holandês (ou seja, a região perdeu a chance de talvez, apenas talvez, ser desenvolvida ou, no mínimo, uma "Guiana Francesa", que vive as custas da metrópole européia) e por, depois, arrependidos de terem enxotado os adoradores-de-tulipa de volta pra casa, ter se rebelado contra o domínio português e imperial, que os tratava bem pior que os holandeses, diversas vezes - e este orgulho se mantem mesmo eles sabendo que perderam todas. E isto é chato e besta.
2-Copa União, 1987. E eu nem gosto de futebol.
STARDATE:-316582.91
UPDATE: Brincadeiras a parte, tirei os estados da listinha... O post fica de recordação.
Acre
Este estado simplesmente não existe. Tudo sobre ele foi criado por uma conspiração. Quer motivo melhor pra não gostar? Além disso, os supostos acreanos tem o péssimo hábito repetir, sempre que possível, que o Acre foi o único estado que lutou pra ser do Brasil! Se o Acre existisse eles poderiam até se orgulhar de ter sido bem-sucedidos em fazer exatamente o contrário do que o Rio Grande do Sul tentou e São Paulo tenta até hoje: se livrar do resto do país!
Bom pro Uruguai, que caiu fora antes que a coisa começasse pra valer...
Bahia
Raul Seixas que me desculpe, mas... Não tem como gostar. Vai lá ver eles até tem uns intelectuais que já foram alguma coisa, tradições afro-americanas e casarões. Mas só. Não é toa que o Raulzito caiu fora assim que pode. Não quero citar tudo que tem de ruim lá - todo mundo conhece, todo mundo sabe -, até cidade com nome de filho de corrupto tem!
E hoje em dia, na "menos pior" das hipóteses, nasce uma Pitty...
Paraná
Nenhuma outra população no país se acha tanto quanto os paranaenses. Por mais chato ou desleal que um paranaense possa ser... bem... eles não conhecem limites! Converse durante cinco minutos sobre qualquer assunto com um deles e o assunto sempre cai sobre a maravilhosa cidade de Curitiba (e realmente, é uma cidade para se orgulhar - mas eles exageram) ou o alegado fato de que o Paraná agora é "o carro-forte do país, economicamente! São Paulo já era!". Se você for esperto, desvie logo o assunto pro Beto Carrero, e quando seu interlocutor começar a se empolgar com o "maior parque multitemático da américa latina!", apenas diga: "nunca fui", vire as costas e saia andando.
Pará
Ah! O Pará!! Lar de Robgol!! Lar de Joelma, Chibinha e sua idolatrada "banda" Calypso!!! Pois é, preciso dizer mais? A única coisa realmente interessante no enorme estado sem lei são os búfalos da Ilha de Marajó...
Pernambuco
Já pedi desculpas a Raul Seixas, agora peço a Chico Science e ao manguebeat. Este estado talvez nem merecesse estar aqui. Só entrou na minha listinha por dois motivos:
1-O mesmo tipo de orgulho besta que os acreanos tem por ter lutado pra fazer parte do Brasil, os paraíbas de Pernambuco (também conhecidos como pernambucanos), têm por ter lutado contra o domínio holandês (ou seja, a região perdeu a chance de talvez, apenas talvez, ser desenvolvida ou, no mínimo, uma "Guiana Francesa", que vive as custas da metrópole européia) e por, depois, arrependidos de terem enxotado os adoradores-de-tulipa de volta pra casa, ter se rebelado contra o domínio português e imperial, que os tratava bem pior que os holandeses, diversas vezes - e este orgulho se mantem mesmo eles sabendo que perderam todas. E isto é chato e besta.
2-Copa União, 1987. E eu nem gosto de futebol.
STARDATE:-316582.91
UPDATE: Brincadeiras a parte, tirei os estados da listinha... O post fica de recordação.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Sobre "Este blog não gosta de..."
Em primeiro lugar, a lista não está completa. Apenas fui colocando o que me vinha em mente.
Em segundo lugar, quero deixar avisado que pretendo fazer uma lista antagônica "Este blog gosta de...".
Vou tentar explicar algumas coisas que eu não gosto. Não vou explicar tudo agora. Na verdade, só vou explicar um agora. Os que não vou explicar pode ser por isso ser desnecessário, outros por não estar afim agora e ainda outros por que não quero explicar mesmo. Ponto (sem Sol).
futebol
A mais fácil de explicar pra mim. Futebol é um esporte e também uma forma de entretenimento. Nada contra esportes, então o problema está no exagero da dispersão do gosto por futebol assistido como forma de entretenimento. Levando isso em consideração, eu questiono a você, fã de futebol:
Com isso em mente, eu faço questionamento semelhante a um fã de quadrinhos, outra forma de entretenimento:
Obs: Fiz o teste com meu irmão, fã de futebol. Muito viciado mesmo. Do tipo que assiste qualquer merda de jogo que estiver passando e mantem duas ou três janelas abertas só com aqueles sites lance-a-lance (as vezes duas com o mesmo jogo) mais uma com uma rádio, fora a TV ligada. Pra ele, ele sim adoraria (re)ver jogos antigos e as vezes até recentes. Dúvido que seja uma constante isso. Se for... foda-se... Então eu não gosto de futebol por não gostar mesmo...
P.S. sobre o Pan e a TAM:
Não quero e não vou falar sobre isso. Quer saber sobre? Horrorshow. Ligue a TV, entre em sites de notícias, vá a banca de jornal,... O problema é seu! Eu, no meu odinoque, não aguento mais ouvir falar nessa véssiche toda. E não pensem que este acidente me dá qualquer medo de pegar meu avião em setembro. Ainda é a forma mais segura de viajar. Pelo menos nisso eu concordo com o Super...
STARDATE:-316563.57
Em segundo lugar, quero deixar avisado que pretendo fazer uma lista antagônica "Este blog gosta de...".
Vou tentar explicar algumas coisas que eu não gosto. Não vou explicar tudo agora. Na verdade, só vou explicar um agora. Os que não vou explicar pode ser por isso ser desnecessário, outros por não estar afim agora e ainda outros por que não quero explicar mesmo. Ponto (sem Sol).
futebol
A mais fácil de explicar pra mim. Futebol é um esporte e também uma forma de entretenimento. Nada contra esportes, então o problema está no exagero da dispersão do gosto por futebol assistido como forma de entretenimento. Levando isso em consideração, eu questiono a você, fã de futebol:1 - Você assistiria hoje o primeiro jogo inteiro do seu time no campeonato estadual de 198x que, aliás, seu time venceu? E se fosse o 1° jogo de um brasileiro que ele tenha vencido?As respostas acima serão, invariavelmente, quando sinceras, negativas e zeros. Talvez - muito improvavelmente - um ou outro gostaria de reassistir a disputa de um título ou uma goleada histórica, mas certamente preferiria se fosse uma versão já editada.
2 - Quantas partidas inteiras passadas de futebol você tem vontade de reassistir?
3 - Quantos jogos dos que você não assistiu do seu time nos últimos dez anos você assistiria inteiros hoje se tivesse oportunidade?
4 - Quantos jogos do seu time deste ano que tenham ocorrido até ontem você (re)assistiria hoje?
Com isso em mente, eu faço questionamento semelhante a um fã de quadrinhos, outra forma de entretenimento:
1-Você releria hoje o primeiro número de seu quadrinho favorito dos anos 80?A diferença nas respotas seria notável entre o fã de futebol e o de quadrinhos.
2-Quantos arcos, séries, minis, especiais inteiras você têm vontade de reler hoje?
3-Quantas séries dos últimos dez anos que você não tenha lido você leria hoje se tivesse oportunidade?
4-Quantas revistas publicadas este ano até semana passada você (re)leria hoje?
Obs: Fiz o teste com meu irmão, fã de futebol. Muito viciado mesmo. Do tipo que assiste qualquer merda de jogo que estiver passando e mantem duas ou três janelas abertas só com aqueles sites lance-a-lance (as vezes duas com o mesmo jogo) mais uma com uma rádio, fora a TV ligada. Pra ele, ele sim adoraria (re)ver jogos antigos e as vezes até recentes. Dúvido que seja uma constante isso. Se for... foda-se... Então eu não gosto de futebol por não gostar mesmo...
P.S. sobre o Pan e a TAM:
Não quero e não vou falar sobre isso. Quer saber sobre? Horrorshow. Ligue a TV, entre em sites de notícias, vá a banca de jornal,... O problema é seu! Eu, no meu odinoque, não aguento mais ouvir falar nessa véssiche toda. E não pensem que este acidente me dá qualquer medo de pegar meu avião em setembro. Ainda é a forma mais segura de viajar. Pelo menos nisso eu concordo com o Super...
STARDATE:-316563.57
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Mudança de planos
A escala no Charles de Gaulle furou. A Holanda é a nova França. E viva Amsterdam!!! Red Light District!!! Drogas liberadas!!! U-hu!!!
Itinerário atualizado:
Fora isso: Bom dia do Rock!!!!
Aliás, será que ainda não pensaram em reformular "Sexo, drogas e Rock'nRoll" para "Amsterdam e Rock'n'Roll"?!
PS: Como assim eu não coloquei foto do aeroporto de Amsterdam?? Olha lá os aviões!!!
STARDATE:-316530.61
Itinerário atualizado:
GUARULHOS - SÃO PAULO - BRASIL
SCHIPHOL - AMSTERDAM - NEDERLAND
NARITA - CHIBA - NIHON

SCHIPHOL - AMSTERDAM - NEDERLAND
NARITA - CHIBA - NIHON
Não entendo isso: Narita não é em Tokyo, mas em todo lugar exceto no Google Earth diz que é. Não entendi mesmo. Pra mim vai ficar Chiba.
Fora isso: Bom dia do Rock!!!!
Aliás, será que ainda não pensaram em reformular "Sexo, drogas e Rock'nRoll" para "Amsterdam e Rock'n'Roll"?!
PS: Como assim eu não coloquei foto do aeroporto de Amsterdam?? Olha lá os aviões!!!
STARDATE:-316530.61
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Passagem comprada -> checked
O outro intercambista me ligou hoje, falou dos preços que tinha visto, que os vôos tavam começando a lotar, e eu não tinha nada melhor mesmo, então, desci e comprei a passagem de uma vez. É isso.
Nosso itinerário será:
Nosso itinerário será:
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Pixeries
Última semana de aula, e isso não significa férias em uma semana.
A partir da semana que vem tenho que ficar 100% pros procedimentos da
viagem. Bem... 80%... Tem algo a mais que estou esperando para o fim dessa
semana.
Não tenho muito sobre o que escrever hoje, na verdade. Deixei anotadas aquelas coisas no post anterior, mas agora já era. Viraram notas.
Que mais posso fazer? Recomendar a Pixel Magazine - uma puta revista, excelente tratamento, muito material, pouca (ou nenhuma) propaganda (além de auto-propaganda totalmente ceitável E desejável). Já saiu a #3, mas eu tô um mês atrasado: acabei de ler a #2. Olha só: Hellblazer +
Planetary + EXTRAS
Hellblazer não precisa ser apresentado: 20 anos de estrada do personagem criado por Alan Moore em sua brilhante fase na revista The Saga of the Swamp Thing.
Planetary não fica atrás. É uma séria cheia de referências a quadrinhos e cultura pop (Arquivo X, pulps, literatura de ficção, Matrix, Godzilla, etc) escrita por Warren Ellis. O foco é uma organização chamada Planetary que desvenda os mistérios da história da humanidade - especialmente do séc. XX - denominando-se "arqueólogos do impossível".
Se fosse só pelos dois principais já valia a pena. Mas nunca é querer demais...
Entre os extras figuram histórias dos mais geniais quadrinistas da atualidade (talvez de todos os tempos):
Os extras variam de edição pra edição, mas a qualidade não!
Além da Pixel Magazine, a Pixel tem publicado e ainda está vindo com muito mais material de qualidade... Ah! Se eu tivesse grana...
Enfim, era esse o toque que eu queria dar...
A partir da semana que vem tenho que ficar 100% pros procedimentos da
viagem. Bem... 80%... Tem algo a mais que estou esperando para o fim dessa
semana.
Não tenho muito sobre o que escrever hoje, na verdade. Deixei anotadas aquelas coisas no post anterior, mas agora já era. Viraram notas.
Planetary + EXTRAS
Hellblazer não precisa ser apresentado: 20 anos de estrada do personagem criado por Alan Moore em sua brilhante fase na revista The Saga of the Swamp Thing.
Planetary não fica atrás. É uma séria cheia de referências a quadrinhos e cultura pop (Arquivo X, pulps, literatura de ficção, Matrix, Godzilla, etc) escrita por Warren Ellis. O foco é uma organização chamada Planetary que desvenda os mistérios da história da humanidade - especialmente do séc. XX - denominando-se "arqueólogos do impossível".
Entre os extras figuram histórias dos mais geniais quadrinistas da atualidade (talvez de todos os tempos):
Global Frequency - Warren Ellis
The Authority - Warren Ellis
CobWeb - Alan Moore
Death e
The Dreaming (SANDMAN) - criados por Neil Gaiman
The Invisibles - Grant Morrison
Fables - Bill Willingham (que, confesso, ainda não li, mas é muito elogiada)
Os extras variam de edição pra edição, mas a qualidade não!
Além da Pixel Magazine, a Pixel tem publicado e ainda está vindo com muito mais material de qualidade... Ah! Se eu tivesse grana...
Enfim, era esse o toque que eu queria dar...
STARDATE:-316500.22
domingo, 17 de junho de 2007
Notas
Como eu demorei a conseguir logar, só vou anotar o que tenho que postar:
#Sobre o babaca metido a intelectual na banca de jornal;
#Sobre meu novo contato pró-intercâmbio além-mar;
#Sobre o período que tá acabando;
#Sobre rever ou voltar a falar com velhos amigos;
#Mais alguma coisa?
default date-time: 17/06/07 - 03:25
#Sobre o babaca metido a intelectual na banca de jornal;
#Sobre meu novo contato pró-intercâmbio além-mar;
#Sobre o período que tá acabando;
#Sobre rever ou voltar a falar com velhos amigos;
#Mais alguma coisa?
default date-time: 17/06/07 - 03:25
quinta-feira, 7 de junho de 2007
A torre
Sentado à carruagem das últimas almas que toma sempre o caminho mais curto, o enforcado pensa em magia. Ele sabe que é magia. Pensa pra si mesmo:
Um beijo e um adeus. Um beijo corrompido pelos anjos. Não pode haver futuro se não houver passado: o enforcado (ou será o mago?) procura a virgem. Ele sabe que está errado. Que há algo errado. A virgem se casará com o herói do amor. Mas que amor?
O enforcado (ou o mago?) conta à virgem o seu papel. E o papel que seria representado pelo herói do amor, desde que o amor seja o esperado pelos anjos. O papel do carpinteiro. Outro Filho como o primeiro e eles vencem a guerra.
Mas que anjo profanou aquele beijo? O anjo do amor que os anjos não esperam? O herói do amor como profanador? A guerra continua?
Mas tudo isso foram apenas as primeiras imagens que o enforcado teve do futuro.
Com a guerra ganha - por que lado? -, o mundo único, haveria um conselho único, que o mago previu.
Pois foi ao encontro da rainha-criança e aconselhou-a a ser por si.
O enforcado-mago continuou caminhando, e a visão do enforcado caiu sobre outros.
Aquele que tudo que vale a pena ter tinha, tudo perdeu - menos a si mesmo. E se tornou o líder. Caminhou entre os homens e os liderou, viu a realidade da servidão, mas manteve seus olhos num só pico. Sem vingança, sem desespero. Só liberdade.
Outro, manteve os poucos que o encontraram em fé. Verdadeira fé. Compartilhou a paz em si e lutou pelo melhor que poderia conseguir para todos, sob a nova era. Encontrou também, o destino na mulher que acreditava, até que o fanatismo de uns os engoliu.
O enforcado abandonou a carruagem das últimas almas e seguiu andando. Pois aquele era o futuro e podia não haver outro.
Mas havia mais. Havia o homem que escrevia tudo. E que deixaria a história contada. Mas seria apagado junto com ela.
Percebeu o enforcado que, no fim, só o enforcado-mago saberia. E que havia muito mais.
Seus olhos buscaram o resto, buscaram os outros, buscaram os mesmos. Mas o futuro só mostrava de si o que queria. Só a história que queria.
O enforcado não viu mais nada.
Ao retornar a si e ao seu tempo, se lembrou:
STARDATE: -316430.3
Precognition, fortune-telling, future-telling, pre-telling...E então, ele vê o passado, o seu passado. O momento em que os caminhos se dividiram.
Um beijo e um adeus. Um beijo corrompido pelos anjos. Não pode haver futuro se não houver passado: o enforcado (ou será o mago?) procura a virgem. Ele sabe que está errado. Que há algo errado. A virgem se casará com o herói do amor. Mas que amor?
O enforcado (ou o mago?) conta à virgem o seu papel. E o papel que seria representado pelo herói do amor, desde que o amor seja o esperado pelos anjos. O papel do carpinteiro. Outro Filho como o primeiro e eles vencem a guerra.
Mas que anjo profanou aquele beijo? O anjo do amor que os anjos não esperam? O herói do amor como profanador? A guerra continua?
Mas tudo isso foram apenas as primeiras imagens que o enforcado teve do futuro.
Com a guerra ganha - por que lado? -, o mundo único, haveria um conselho único, que o mago previu.
Pois foi ao encontro da rainha-criança e aconselhou-a a ser por si.
A sua vontade é mais forte que a dos seus. Ela é diferente.E a rainha-criança seria do mundo. Rancor entre os seus. Seu amor sentiu que perdia-a e se tornou mais sombrio, enquanto o mundo passava a brilhar mais.
O enforcado-mago continuou caminhando, e a visão do enforcado caiu sobre outros.
Aquele que tudo que vale a pena ter tinha, tudo perdeu - menos a si mesmo. E se tornou o líder. Caminhou entre os homens e os liderou, viu a realidade da servidão, mas manteve seus olhos num só pico. Sem vingança, sem desespero. Só liberdade.
Outro, manteve os poucos que o encontraram em fé. Verdadeira fé. Compartilhou a paz em si e lutou pelo melhor que poderia conseguir para todos, sob a nova era. Encontrou também, o destino na mulher que acreditava, até que o fanatismo de uns os engoliu.
O enforcado abandonou a carruagem das últimas almas e seguiu andando. Pois aquele era o futuro e podia não haver outro.
Mas havia mais. Havia o homem que escrevia tudo. E que deixaria a história contada. Mas seria apagado junto com ela.
Percebeu o enforcado que, no fim, só o enforcado-mago saberia. E que havia muito mais.
Seus olhos buscaram o resto, buscaram os outros, buscaram os mesmos. Mas o futuro só mostrava de si o que queria. Só a história que queria.
O enforcado não viu mais nada.
Ao retornar a si e ao seu tempo, se lembrou:
E o meu amor?
STARDATE: -316430.3
sábado, 2 de junho de 2007
I said "it's only natural..." / My best enemy
Estar só é natural pra mim.Eu já havia percebido que era comum... frequente... quase constante. Mas é mais. Solidão é algo de essência. Eu ajo naturalmente quando estou - ou me sinto - só. Quer dizer, se não há ninguém que eu conheça por perto, ou se eu não estou ligando muito mesmo que haja, tanto faz o que eu faço, me sinto tranquilo, livre, pra agir como quiser. Pra agir de qualquer jeito. Falar sozinho - eu falo sozinho -, fechar o sobretudo e levantar a gola atrás, cantar, ou fingir que não sou eu mesmo.
Tanto faz. O que eu quiser.
Quando não estou sozinho, fico agoniado, não sei onde colocar as mãos, sinto meu rosto escorrendo, e gaguejo - social skills? - falo errado mesmo. Se você é psicólogo e está lendo isso (ou se dá um aqueles cursos de auto-ajuda) pode deixar o contato nos comentários (mas eu não vou nem olhar - muito porque eu sou pão-duro e um pouco porque acho babaquice mesmo).
Agora se você é psicóloga, posso olhar o contato com mais carinho.
Lack of selfconfidence?Certamente. Notei isso uns dias atrás. É um problema sério que eu tenho. A viagem deve ajudar. Eu disse deve - (may). Um outro problema que eu tenho é mudar muito de assunto no meio dos posts.
Sinceramente. Acabo de perceber uma coisa ruim em não ter mais a fama de ser "o melhor".Quer dizer, mesmo antes, eu já sentia que não tinha mais isso - ou melhor, eu não sentia que tinha.
Quando se tem que lutar por simples sobrevivência acadêmica a rivalidade fica em segundo plano. Na verdade é mais que isso. Falta freqüência hormonal e reconhecimento de si mesmo na figura do outro. É isso que gera rivalidade. Isso não precisa de palavras. Não precisa de olhares furiosos ou ar de superioridade. É algo que você e seu rival sabem, tão natural quanto o ar que respiram. E é impregnado no ar dos outros.
Rivalidade não é querer que o outro se dê mal, pelo contrário, é querer que ele se dê muito bem e apenas que você vá ainda melhor, e não se sentir derrotado quando ficar atrás - buscar o próximo embate!
Um rival caído, um que abandone a briga, não é um bom rival. Deve haver uma chama acesa o tempo todo. No fundo no fundo, um bom rival é um ente amado e quando não houver mais pelo que competir, ele será eternamente lembrado pelo seu valor.
Eu tive alguns rivais ao longo da vida. Estou falando dos bons. Os de verdade. Hoje já não tenho mais. Simplesmente não tenho mais a mesma paixão por competir que antigamente. Era bom. Dá um sentido a vida. Algo com que se preocupar que é ao mesmo tempo produtivo e revigorante.
Certa vez, havia dois garotos que eram os melhores amigos e piores inimigos (leia-se "rivais"). Nenhum dos dois jamais admitia que não sabia algo que o outro soubesse. Nenhum dos dois se deixava ficar pra trás. Mesma classe e grupo de amigos, gostos muito parecidos, talvez até mesma menina dos olhos. Alguns diziam que eles podiam ler a mente um do outro. Saber o que o outro estava pensando o tempo todo. Se comunicar assim.
Os garotos cresceram e não se vêem mais. A vida os separou logo. No fundo, eles eram totalmente diferentes. Juntos, desnecessários - ou seria perigosos? - pro mundo. Sempre o foram.
# Marina Person falando de cinema com Adriane Galisteu = Marina Person perdendo tempo.Sério, a Galisteu vai saber o que é Laranja Mecânica? Provavelmente, o filme favorito dela é o último que ela viu - isso como principal critério. E provavelmente é com o The Rock ou a Xuxa.
É pior: o programa da Galisteu passa de madrugada! Nem pra Marina aparecer (mais) na mídia serve.
Marina, sinceramente, por que você aceitou isso?
# Agora, já posso terminar de ler Hellblazer #41 e ir dormir...
STARDATE: -316416.68
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Consciência
No blog de Mino Carta, diretor de redação da CartaCapital, achei o texto abaixo, simples e muito bem sacado, entre outros de excelência comparável:
Expulsão por consciênciaIn 'Blog do Mino', 22/05/2007 - link direto
Não sei como alocar na minha classificação das razões da imbecilização progressiva do mundo a persistência na grande aceitação da teoria do criacionismo. Por exemplo, larga parte da população dos Estados Unidos acredita que Deus criou o universo em seis dias e no domingo repousou. O Papa Bento XVI, do alto de suas mimosas pantufas, abençoou os crentes nas propriedades mágicas da costela de Adão, da qual milagrosamente nasceu a mulher, bem como na serpente do Paraíso Terrestre e na maçã do pecado. E assim por diante. Agora, observem a imponência da tarefa a que me submeto. Onde colocar a teoria do criacionismo na minha tabela: em terceiro lugar, em quarto, em décimo? Padeço de tormentos lancinantes, justificados pelo senso de responsabilidade e de justiça de que sou imbuído. De todo modo, alego mais um motivo para candidatar-me à excomunhão: creio, de minha parte, que o homem foi expulso do Paraíso Terrestre no exato instante da tomada da consciência. Foi quando se deu conta da sua existência e em vão levantou os olhos ao céu em busca de uma explicação.
# Enquanto isso, a greve dos funcionários da UFJF já resolveu pelo menos um problema: ninguém mais pode reclamar das filas do Restaurante Universitário. Hoje, na hora do almoço, passei por ambas as unidades e não se via viva alma! "Infelizmente", quando a greve acabar, o RU volta a funcionar e com as filas.
# Melhoras pra Yukari, uma simpática japonesa universitária intercambista, vítima dos disturbios sociais do nosso país.
STARDATE: -316415.45
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Disciplina
Disciplina é algo que vem de dentro.
Não confunda disciplina com coação.

Revi O Último Samurai hoje. Adoro esse filme. E acho que este era o momento certo para rever.
Se eu puder aprender no Japão metade do que Nathan Algren aprendeu vai ter valido a pena.
A stranger in a stranger culture.Disciplina. Disciplina é o mais importante, no caso. Eu sou uma entidade do Caos... É melhor começar a ser mais equilibrado.
Meu pai disse que seria o meu "exército", no sentido de "serviço militar" (é, acho que foi ele que disse). Já que eu não servi, eu supostamente preciso de uma experiência de semelhante impacto.
O impacto da minha alternativa é até maior (eu acredito) e não envolve armas de fogo ou hierarquia, então acho que fiz a escolha certa.
Quer dizer, hierarquia até que tem. A cultura japonesa tem dessas coisas. Respeito aos mais velhos e mais graduados seja lá no que for. Mas não é a mesma coisa, é?
Toda hierarquia acaba tendo efeito de coação. Você se "disciplina" no serviço militar por coação. Pelo menos é o que eu penso. Acho que tenho amigos que conhecem melhor, poderiam falar melhor a respeito e talvez até discordem. Mas o blog ainda é meu... Os comentários são livres (se bem que ninguém usa mesmo).
Acho que mesmo a disciplina que eu conseguir (se conseguir) será um pouco por coação. Coação gerada pelo medo da morte e do fracasso. Porém, o medo da morte vem de dentro. Então cai na minha definiçao de disciplina. Já o medo do fracasso...
Eu sempre achei que tinha alma de samurai. Mesmo. Algumas coisas me fazem crer nisso.
Desde pequeno. Acho que essa minha ligação com o Japão é transcedental.
São coincidências, mas o Batman não acredita em coincidências.
Acho que eu era um samurai promissor que se deixou levar pela vida. Começou com um passo certo: abandonou seu mestre por não acreditar mais nele. Em seguida, enlouqueceu. Falou que faria um mundo melhor, mas começou a curtir a vida e quando percebeu o mundo estava mais podre do que nunca, e ele estava mais podre ainda...
O budismo é forte no Japão ainda hoje. E eles acreditam em reincarnação.
Talvez seja isso. Talvez o samurai tenha voltado pra fazer certo desta vez.
É melhor eu começar a tentar então.
行きます。
STARDATE: -316402.96
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Com a palavra (e o gesto): John Constantine!
Eu pensei em eu mesmo escrever isso, mas acho que estou lendo Hellblazer demais, a ponto de estar em sintonia com Constantine. Justamente na edição que li agora a pouco ele expressou um pouco do que eu gostaria de expressar...
Pra isso tudo e muito mais - corrupção, violência, (minha própria) preguiça, todo vício do mundo - o John tem ainda um recado:
Além disso, estou ficando cada vez com mais medo mesmo das boas idéias... Daquelas idéias que vem da combinação de um coração puro com a inteligência humana. Espero que as pessoas que criam essas soluções sejam sempre sábias o bastante para não deixar que suas idéias sejam pervertidas...
_____________________________
Nota sobre a viagem pro Japão:
O preço da passagem é menor do que eu esperava!!!!!!!! xD
(Ainda assim, tenho que economizar e depois trabalhar bastante lá pra viver! Ganbatê pra mim mesmo!)
STARDATE: -316394.72
Como me sinto sobre o quê?in Hellblazer #34 (1990) - Copyright: DC Comics.
Sobre bebês romenos deixados para morrer de AIDS porque o que o aborto era ilegal -- todas as cidades curdas banhadas de gás mostarda pelos iraquianos -- o novo comércio africano de escravos?
Sobre soldados matando crianças em Israel e na África do Sul e em qualquer lugar do qual eles possam sair numa boa? Sobre peixe com câncer -- política da fome -- genocídio na amazônia...?
Sobre prisões irregulares explodindo com merda e sangue?
(...)
Pra isso tudo e muito mais - corrupção, violência, (minha própria) preguiça, todo vício do mundo - o John tem ainda um recado:
_____________________________
Nota sobre a viagem pro Japão:
O preço da passagem é menor do que eu esperava!!!!!!!! xD
(Ainda assim, tenho que economizar e depois trabalhar bastante lá pra viver! Ganbatê pra mim mesmo!)
STARDATE: -316394.72
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Gato alado! Ataque!!!!!!
Hoje teve reunião sobre perspectivas no Japão... isso significa: quanto eu vou ter que pagar pra viver lá, basicamente.
Conclusão: vou morrer de fome.
Comentário adicional: que seja!

O gato alado chinês!
Notícia em português
Notícia em inglês com a foto
STARDATE: -316391.43
Conclusão: vou morrer de fome.
Comentário adicional: que seja!
Bizarrice do dia:

O gato alado chinês!
Notícia em português
Notícia em inglês com a foto
STARDATE: -316391.43
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Considerações
#Isso é um lugar pra escrever coisas. Em especial, pra escrever da viagem pro Japão.
#Também é pra colocar qualquer besteira que eu pensar, ou links que eu ache interessante ou seja lá o que for que eu quiser.
#Pretendo variar o idioma.
#Pretendo postar moderadamente, mas eu sempre acabo abandonando essas coisas...
#Basta. Por enquanto.
(...)
STARDATE: -316385.28
#Também é pra colocar qualquer besteira que eu pensar, ou links que eu ache interessante ou seja lá o que for que eu quiser.
#Pretendo variar o idioma.
#Pretendo postar moderadamente, mas eu sempre acabo abandonando essas coisas...
#Basta. Por enquanto.
(...)
STARDATE: -316385.28
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